O limite existe de forma individual e nunca deve ser projetado no outro, que terá seus próprios limites pra conviver com as limitações que a sociedade determinou após estar tantas vezes no limite. Mesmo trabalhando com a margem de erros e da pretensa liberdade que a nova era oferece aos sobreviventes. É a era dos limites diferentes.
Exemplificando, o limite é meu, não seu. Decido não cruzar uma linha que cruzas com facilidade. Na situação ideal, meu limite nada tem a ver com o seu. E eu visto a camisa de limitado sem jamais julgá-lo por ir mais longe. Ou olhar pra trás. Ou ter coragem.
A variante que delimita o limite é baseada em bem-estar. Humanamente falando. Seres humanos podem ser ilimitados. E que o limite deve ser colocado quando a situação é nociva pra quem pratica o desbravar da regra. Ou pra quem machuca o outro ao romper tais limites.
Disseram-me certa vez que a felicidade está em saber conviver com os próprios limites. Particularmente, soa como um passo para a alienação. Soa até mesmo como potencial religião, sinônimo de alienação. Contudo, eu, assumido infeliz freqüente ou feliz esporádico (escolham!), observo tal postura, a de conviver com os próprios limites buscando a paz de espírito, caminho para a felicidade, e digo: parece funcionar.